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Cavaleiros

O toureio a cavalo deverá regressar ao seu ancestral conceito clássico para sobreviver num futuro próximo ou, pelo contrário, deverá continuar a assistir-se a uma crescente vulgarização dos números de espectáculo sobre a base essencial do toureio dito à portuguesa? Será que as bases de uma boa equitação, com cavalos bem arranjados e sem necessidade de «artefactos» de toda a espécie para a sujeição das suasJoão Moura cabeças, deixará de ser importante? Em ambas as situações há que regressar à pureza do toureio e da equitação e, então sim, os adornos e outras situações serão aceitáveis. Mas sempre como adornos e nunca como fundamento de uma lide.

A grande maioria dos cavaleiros tauromáquicos portugueses já têm mais de quinze anos de alternativa. Alguns mais de 25 anos nessa categoria !!! Ou seja, vistos, revistos e mais que. Apesar de tudo, alguns ainda mantém um bom cartel e podiam permitir que alguns jovens entrassem nas corridas ao seu lado, promovendo a abertura que se deseja e que seria a todos os títulos de grande importante para que os aficionados e o público em geral pudesse começar a ver os mais novos em maior número de espectáculos e a fazer a sua selecção. Infelizmente assim não acontece e os empresários também não parecem muito preocupados em forçar a entrada dos praticantes nas corridas principais. Os resultados estão á vista!
Corrida de Gala à Portuguesa: Tiago Pamplona
De entre os cavaleiros de alternativa mais recentes, quatro deles merecem maior número de oportunidades e de presença em corridas de relevo na temporada portuguesa. Se repararmos, três deles toureiam muito mais em Espanha do que na sua pátria, sinal de alguma (muita?) coisa vai mal: Rui Fernandes, Marco José e Paulo Jorge Ferreira. O primeiro já na alta-roda das corridas de rejoneio em Espanha e França mas ainda sem conseguir sonantes triunfos em Portugal; Marco José vai conquistando posições e toureando, algo que em Portugal se tem mostrado cada vez mais difícil, tal como a Paulo Jorge Ferreira. Enquanto algumas portas se fecham em Portugal, os pueblos espanhóis são uma esperança para estes toureiros. E Vítor Ribeiro que se tem afirmado nos últimos 3 anos em arenas nacionais, subindo a pulso e com mérito também os degraus que o podem conduzir à fama, terá na temporada de 2005 uma das mais sérias provas da sua carreira. As estes 4 marialvas juntam-se as amazonas Sónia Matias e Ana Batista, ambas com bastante cartel e que disputam as preferências do público.