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História da Tauromaquia

Tudo começou entre 30.000 e 9.000 a.C., o Homo Sapiens desenhou nas paredes das grutas profundas, imagens da sua cultura, das suas possíveis caçadas e das suas presas. Nessas constam os touros, este motivo vem demonstrar que desde sempre o homem caça, ou seja, defronta touros bravos. Estes factos vêm-se a verificar com o decorrer dos anos e em várias culturas diferentes.

Praça de TourosA longa história das relações entre o Homem e o touro bravo começou a escrever-se há milénios. Na pré-História, o Homo Sapiens penetrou em grutas, desceu a razoáveis profundidades, percorreu extensas galerias e desenhou nas paredes não se sabe se o anseio, se as histórias das suas mágicas caçadas.

Há muito que foi abandonada a ideia simplista de que as chamadas pinturas rupestres cumprissem uma finalidade decorativa. As explicações consideradas hoje como mais prováveis baseiam-se em raciocínios sugestivos provenientes da etnologia e da história das religiões.

De qualquer forma, poderá assegurar-se que o homem paleolítico caçava touros bravos. E da admiração, que o facto a si próprio causava, fala-nos da progressiva deificação do touro e a simbologia de poder que virá a revestir as suas temíveis armas.

CortesiasOutros factores concorrem para elevação do animal no panteão primitivo do mundo. O seu imenso poder genésico, o sentido permanente de luta e ataque que o leva sempre a investir contra qualquer potencial inimigo, seja qual for o seu aspecto, a manifesta capacidade destrutiva, que uma espantosa força lhe confere, são atributos que tornam o touro altamente indicado para a objectivação de múltiplas hierofanias que começam a povoar o imaginário do homem. Assim, às ideias sagradas de procriação, força genésica, invencibilidade, poder destrutivo e chefia vão-se aliar as noções de fertilidade e abundância. Existe portanto, já na fase inicial de desenvolvimento da Humanidade, uma relação ritual e mística com o touro.

Assim se compreende a utilização do touro como símbolo de ferocidade ou de fertilidade-fecundidade e abundância. Mas, mais importante ainda, começa aqui a verdadeira identificação do touro como o Poder. É um esboço, apenas, e talvez pareça ousado fixar este período para a consubstanciação de um simbolismo que, ao fim e ao cabo, se torna universal. Mas, na verdade, há quem defenda a teoria de que a identificação do corno com o poder temporal e até mágico, vindo da Mesopotâmia, acabou por se implantar no Egipto e daí passou para o restante continente africano.